sexta-feira, 6 de abril de 2018

Descoberto fóssil de ictiossauro grávida de oito filhotes

Reconstituição do ictiossauro grávido de oito filhotes. (Créditos: Nobumichi Tamura)

 Em 2010, o colecionador de fósseis inglês Martin Rigby coletou parte do esqueleto de um ictiossauro perto da cidade de Whitby, no condado de North Yorkshire, na Inglaterra. Algum tempo depois, o colecionador cedeu o esqueleto para a Universidade de Manchester, onde fizeram uma descoberta curiosa: não só era uma fêmea de ictiossauro grávida, como ela estava grávida de 8 filhotes!





 A descoberta foi feita pelos paleontólogos Mike Boyd e Deam Lomax, enquanto ambos investigavam o esqueleto. Na verdade, o colecionador Matin Rigby já suspeitava que o esqueleto pudesse conter embriões fossilizados, mas não esperava por um número tão grande. No começo, os pesquisadores pensaram que os filhotes pudessem ser, na verdade, o "almoço" da fêmea, mas logo descartaram a ideia. "Nós também consideramos a possiblidade que os pequenos restos pudessem ser conteúdo estomacal, mas logo nos pareceu muito improvável que um ictiossauro iria devorar entre seis a oito embriões abortados, ou ictiossauros recém nascidos, de uma só vez. E este não parece ser o caso, porque os embriões não apresentam sinais de erosão por ácidos estomacais. Além disso, os embriões não se parecem com nenhum conteúdo estomacal comumente vistos em ictiossauros do período jurássico, como os restos de moluscos belemnites", falou Mike.

 Fósseis de ictiossauros grávidos não são uma novidade. Até agora, fósseis de oito espécies de ictiossauros já foram registrados contendo embriões em seu ventre. O registro fóssil mais completo desse tipo vem da Alemanha, onde já foram encontrados mais de cem fósseis de ictiossauros do gênero Stenopterygius contendo entre um e onze embriões ou filhotes. Na Inglaterra, cinco fósseis de ictiossauros já foram descobertos contendo embriões, mas nunca em uma quantidade tão alta. 

 Os ictiossauros foram um grupo de répteis marinhos do período jurássico que, anatomicamente, lembravam golfinhos. Eram carnívoros e, apesar de serem répteis, não botavam ovos, mas davam a luz parindo seus filhotes como os mamíferos marinhos de hoje em dia. O fóssil em questão data de 180 milhões de anos atrás e, por semelhanças geológicas, acredita-se que o fóssil pertença ao gênero Stenopterygius. O fóssil está atualmente em exibição no Museus de Yorkshire, em York.



Fonte:
Science Daily

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